Um pastor foi preso em Aracruz, Espírito Santo, sob acusação de estupro de vulnerável, e justificou o ato dizendo que havia recebido ordens de Deus.
Rony Gonçalves, 43 anos, fundador da Igreja Assembleia de Deus Ministério Fogo em Terra, abusou sexualmente de uma menina de 13 anos de idade, na última quarta-feira. A vítima frequentava a igreja liderada por ele.
Segundo relatos dos familiares, o pastor ligou às 7h40 da manhã para a mãe da garota dizendo que estava a caminho de sua casa para orar por seus filhos. De acordo com informações do site A Gazeta, a mulher teria pedido que o pastor retornasse apenas às 15h00, pois ela já havia saído de casa para trabalhar, deixando os três filhos e uma sobrinha sozinhos.
O pastor ignorou o pedido e ao chegar ao local, orou por uma das meninas na sala, e depois chamou a vítima para um dos quartos, onde pediu que ela tirasse a roupa. De acordo com a vítima, Rony Gonçalves colocou um pano sobre o corpo dela e a tocou no órgão genital. Assustada, a menina começou a chorar, o que levou o pastor a desistir do abuso.
A menina resolveu contar o fato a um conhecido da família que passou pela residência. Ciente do ocorrido, ele se dirigiu ao local de trabalho da mãe e relatou o abuso. Quando soube do fato, o padrasto acionou a Polícia Militar.
O pastor foi preso quando retornou à casa da vítima, alegando que queria justificar sua atitude. A delegada Amanda da Silva Barbosa o autuou em flagrante por estupro de vulnerável e o encaminhou para o Centro de Detenção Provisória de Aracruz.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+
Página virtual destinada a demonstrar que muitos (apesar de aparência em piedade) estão errados e enganam um povo, incauto e inconstante, que não busca a DEUS, mas, querem resolver problemas desta vida terrena... são evangélicos, católicos, espíritas, e mais uma infinidade de seitas e religiões!
Pastor Marcos Pereira é preso por estupro no Rio
Líder evangélico foi detido na Via Dutra. Agentes da DCOD cumpriram dois mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça do Rio. VEJA revelou o caso em 2012.
O pastor evangélico Marcos Pereira, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, foi preso na noite desta terça-feira no Rio de Janeiro. Agentes da Delegacia Especial de Combate às Drogas (DCOD) detiveram o pastor às 22h15 na Rodovia Presidente Dutra. Contra Pereira havia dois mandados de prisão preventiva com base em acusações de estupro - como VEJA revelou em 2012. O pastor, que comanda igrejas no subúrbio do Rio e na Baixada Fluminense, foi levado para a sede da delegacia, no Andaraí, na Zona Norte.
Por meio de interlocutores e advogados, Marcos Pereira fez, pouco depois de ser preso, um chamado: solicitou que seguidores de sua corrente evangélica se dirigissem à sede da delegacia para protestar contra a prisão, que ele considera abusiva.
Contra o pastor, foram abertos recentemente seis investigações, referentes a seis casos de estupro. Os mandados de prisão preventiva que resultaram na detenção desta noite são referentes a dois desses casos. Os juízes que decretaram a prisão foram Richard Fairclough, da 1ª Vara Criminal de São João de Meriti, e Ana Helena Mota LIma, da 2ª Vara Criminal da mesma comarca.
Influente na política e frequentemente visto na companhia de autoridades, Marcos Pereira ganhou notoriedade com seu poder de convencimento sobre criminosos presos, o que rendeu a ele uma imagem de “pacificador”. Marcos Pereira chegou a trabalhar em parceria com o Grupo Cultural AfroReggae, que se dedica a recuperar jovens que tiveram envolvimento com o tráfico.
A parceria acabou a partir de uma troca de acusações entre Pereira e o líder do grupo, José Júnior. Em fevereiro de 2012, Júnior deu uma entrevista ao jornal carioca ‘Extra’ na qual acusava Pereira de ter ordenado ataques do tráfico em vários pontos do estado em 2006 – no episódio que deixou 20 pessoas mortas e ficou conhecido com “Rio de sangue”. O pastor sempre negou as acusações e moveu ação contra José Júnior por calúnia. Júnior chamou, à época, o pastor e ex-aliado de “psicopata” e disse ter sido ameaçado por ele.
NOTÍCIAS CRISTÃS
O pastor evangélico Marcos Pereira, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, foi preso na noite desta terça-feira no Rio de Janeiro. Agentes da Delegacia Especial de Combate às Drogas (DCOD) detiveram o pastor às 22h15 na Rodovia Presidente Dutra. Contra Pereira havia dois mandados de prisão preventiva com base em acusações de estupro - como VEJA revelou em 2012. O pastor, que comanda igrejas no subúrbio do Rio e na Baixada Fluminense, foi levado para a sede da delegacia, no Andaraí, na Zona Norte.
Por meio de interlocutores e advogados, Marcos Pereira fez, pouco depois de ser preso, um chamado: solicitou que seguidores de sua corrente evangélica se dirigissem à sede da delegacia para protestar contra a prisão, que ele considera abusiva.
Contra o pastor, foram abertos recentemente seis investigações, referentes a seis casos de estupro. Os mandados de prisão preventiva que resultaram na detenção desta noite são referentes a dois desses casos. Os juízes que decretaram a prisão foram Richard Fairclough, da 1ª Vara Criminal de São João de Meriti, e Ana Helena Mota LIma, da 2ª Vara Criminal da mesma comarca.
Influente na política e frequentemente visto na companhia de autoridades, Marcos Pereira ganhou notoriedade com seu poder de convencimento sobre criminosos presos, o que rendeu a ele uma imagem de “pacificador”. Marcos Pereira chegou a trabalhar em parceria com o Grupo Cultural AfroReggae, que se dedica a recuperar jovens que tiveram envolvimento com o tráfico.
A parceria acabou a partir de uma troca de acusações entre Pereira e o líder do grupo, José Júnior. Em fevereiro de 2012, Júnior deu uma entrevista ao jornal carioca ‘Extra’ na qual acusava Pereira de ter ordenado ataques do tráfico em vários pontos do estado em 2006 – no episódio que deixou 20 pessoas mortas e ficou conhecido com “Rio de sangue”. O pastor sempre negou as acusações e moveu ação contra José Júnior por calúnia. Júnior chamou, à época, o pastor e ex-aliado de “psicopata” e disse ter sido ameaçado por ele.
NOTÍCIAS CRISTÃS
Dizem ser de Deus, por que acumular tanta fortuna, se nossa riqueza está no céu??!!
Forbes divulga lista dos pastores mais ricos do Brasil
A revista norte-americana Forbes publicou em seu site, uma reportagem que revela os nomes dos pastores mais ricos do Brasil. A matéria fala sobre o crescimento das igrejas evangélicas no país e faz uma análise sobre como os líderes de algumas religiões conseguem faturar dentro das instituições religiosas.
A publicação lembra que o Brasil ainda é o país com o maior número de católicos do mundo, mas ressalta que a quantidade de protestantes vem aumentando consideravelmente em terras tupiniquins. “Uma das qualidades mais atraentes das igrejas evangélicas é a crença de que os progressos materiais acontecem de acordo com sua doação a Deus. Enquanto o catolicismo ainda prega um olhar muito conservador sobre esse assunto, os evangélicos, especialmente da linha neo-pentecostal, são ensinados que não há problema algum em almejar a riqueza. Essa doutrina, conhecida como ‘teologia da prosperidade’, é a base das igrejas evangélicas de maior sucesso no Brasil”, aponta a reportagem.
Em seguida, a reportagem faz uma análise do crescimento da economia no Brasil e aponta que muitas pessoas que integram a classe emergente buscam por apoio para não se sentirem culpadas pelo novo status. “Em outras palavras, elas estão ansiosas para dar a volta à igreja o que ganharam, talvez para suportar parte da carga. Isso acabou se tornando um negócio altamente lucrativo para algumas instituições, fazendo alguns líderes em multi-milionários. É a chamada ‘indústria da fé’”, descreve o texto.
O bispo Edir Macedo é citado pela Forbes como o pastor mais rico do Brasil. O fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, que também tem templos nos Estados Unidos, teria um patrimônio líquido estimado em US$ 950 milhões. A reportagem lembra ainda que, em 1992, o líder passou 11 dias preso devido a acusações de charlatanismo.
Em segundo lugar na lista, aparece Valdemiro Santiago. Segundo a publicação, o ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, fundou a Igreja Mundial do Poder de Deus, que tem mais de 900 mil seguidores e 4 mil templos, após se desentender com seu antigo “patrão”.
O líder teria um patrimônio líquido estimado em US$ 220 milhões.
Silas Malafaia, o mais desbocado do ranking, líder brasileiro da Assembleia de Deus, maior igreja pentecostal do país, aparece na terceira posição. A matéria aponta que ele está constantemente envolvido em controvérsias relacionadas com a comunidade gay, da qual “ele declara ter orgulho de ser o maior inimigo”.
O religioso teria acumulado mais de US$ 150 milhões.
Possivelmente o mais ativo na mídia no Brasil, R.R. Soares é o fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus. Também ex-pastor da IURD e cunhado de Macedo, o missionário é considerado o mais humilde entre eles. Seu jatinho privado, um King Air 350, custa apenas US$ 5 milhões. A sua fortuna é estimada, também por diversas publicações, em US$ 125 milhões. Seus representantes não responderam às ligações ou e-mails da reportagem
Na quinta e última colocação da lista estão o apóstolo Estevam Hernandes Filho e sua esposa Bispa Sônia. A reportagem lembra da prisão do casal em 2007 nos Estados Unidos. Eles foram acusados de transportar mais de US$ 556 mil em dinheiro não declarado. Os líderes da Igreja Renascer em Cristo teriam um patrimônio líquido combinado estimado em US $ 65 milhões.
www.bhaz.com.br
A revista norte-americana Forbes publicou em seu site, uma reportagem que revela os nomes dos pastores mais ricos do Brasil. A matéria fala sobre o crescimento das igrejas evangélicas no país e faz uma análise sobre como os líderes de algumas religiões conseguem faturar dentro das instituições religiosas.
A publicação lembra que o Brasil ainda é o país com o maior número de católicos do mundo, mas ressalta que a quantidade de protestantes vem aumentando consideravelmente em terras tupiniquins. “Uma das qualidades mais atraentes das igrejas evangélicas é a crença de que os progressos materiais acontecem de acordo com sua doação a Deus. Enquanto o catolicismo ainda prega um olhar muito conservador sobre esse assunto, os evangélicos, especialmente da linha neo-pentecostal, são ensinados que não há problema algum em almejar a riqueza. Essa doutrina, conhecida como ‘teologia da prosperidade’, é a base das igrejas evangélicas de maior sucesso no Brasil”, aponta a reportagem.
Em seguida, a reportagem faz uma análise do crescimento da economia no Brasil e aponta que muitas pessoas que integram a classe emergente buscam por apoio para não se sentirem culpadas pelo novo status. “Em outras palavras, elas estão ansiosas para dar a volta à igreja o que ganharam, talvez para suportar parte da carga. Isso acabou se tornando um negócio altamente lucrativo para algumas instituições, fazendo alguns líderes em multi-milionários. É a chamada ‘indústria da fé’”, descreve o texto.
O bispo Edir Macedo é citado pela Forbes como o pastor mais rico do Brasil. O fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, que também tem templos nos Estados Unidos, teria um patrimônio líquido estimado em US$ 950 milhões. A reportagem lembra ainda que, em 1992, o líder passou 11 dias preso devido a acusações de charlatanismo.
Em segundo lugar na lista, aparece Valdemiro Santiago. Segundo a publicação, o ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, fundou a Igreja Mundial do Poder de Deus, que tem mais de 900 mil seguidores e 4 mil templos, após se desentender com seu antigo “patrão”.
O líder teria um patrimônio líquido estimado em US$ 220 milhões.
Silas Malafaia, o mais desbocado do ranking, líder brasileiro da Assembleia de Deus, maior igreja pentecostal do país, aparece na terceira posição. A matéria aponta que ele está constantemente envolvido em controvérsias relacionadas com a comunidade gay, da qual “ele declara ter orgulho de ser o maior inimigo”.
O religioso teria acumulado mais de US$ 150 milhões.
Possivelmente o mais ativo na mídia no Brasil, R.R. Soares é o fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus. Também ex-pastor da IURD e cunhado de Macedo, o missionário é considerado o mais humilde entre eles. Seu jatinho privado, um King Air 350, custa apenas US$ 5 milhões. A sua fortuna é estimada, também por diversas publicações, em US$ 125 milhões. Seus representantes não responderam às ligações ou e-mails da reportagem
Na quinta e última colocação da lista estão o apóstolo Estevam Hernandes Filho e sua esposa Bispa Sônia. A reportagem lembra da prisão do casal em 2007 nos Estados Unidos. Eles foram acusados de transportar mais de US$ 556 mil em dinheiro não declarado. Os líderes da Igreja Renascer em Cristo teriam um patrimônio líquido combinado estimado em US $ 65 milhões.
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Pastor da Igreja Mundial é preso acusado de estelionato
De acordo com a polícia, o pastor e seus irmãos caçulas organizaram um esquema para obter empréstimos bancários.
Pastor da Igreja Mundial do Poder de Deus há três anos, Valdeci Marques de Oliveira, 39 anos, foi preso ontem por policiais civis da DISE (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de São Bernardo acusado de estelionato, sonegação fiscal e formação de quadrilha.
Em dois meses de investigação, os policiais descobriram que Oliveira e seus irmãos caçulas Waldemir Marques de Oliveira, 29, e Pedro Marques de Oliveira, 28, organizaram um esquema para obter empréstimos bancários. A dívida acumulada pelo grupo soma mais de R$ 3 milhões.
A atuação era simples. O pastor comprava empresas que estavam à venda e as colocava em nome de laranjas. Desta maneira, ia aos bancos e obtinha empréstimos lucrativos de até R$ 500 mil. Sem condições de pagar depois, simplesmente fechava as firmas ou as abandonava. Mas, em algumas ocasiões, repartiu sua parte entre sócios desavisados, que acabaram ficando com os encargos dos empréstimos.
Uma das vítimas foi um amigo de um dos irmãos de Oliveira, que trabalhava em uma metalúrgica da cidade e foi demitido. Ganhou R$ 40 mil de rescisão e tinha o sonho de abrir o próprio negócio. Foi convencido pelo pastor a investir em uma churrascaria no Centro. E logo reparou nos problemas.
"Não tínhamos acesso ao caixa, ao balanço. Ele sempre estava com um advogado e um contador e um dia apareceu falando em colocar a empresa no nome de outra pessoa. Foi quando comecei a suspeitar que tinha algo errado", disse.
A polícia identificou 12 empresas que pertenciam ao pastor, espalhadas não só pela região, mas também nas zonas Sul e Leste da Capital.
Outra área de atuação eram os veículos. Sete carros importados, entre Tiguan, Passat Golf e Amarok, foram apreendidos. A investigação levantou pelo menos outros 40 automóveis revendidos por Oliveira, que comprava os carros a preço de tabela e depois, com as parcelas do financiamento vencidas, revendia-os por pelo menos 50% do valor.
Acusado tem antecedentes pelo mesmo crime
Valdeci Marques de Oliveira era morador do bairro Nova Petrópolis e já tinha antecedentes criminais por estelionato na polícia.
O pastor foi demitido por justa causa de uma emissora de televisão da Capital há cerca de quatro anos por usar o dinheiro pelo qual era responsável no seu departamento para fazer empréstimos a funcionários.
Oliveira e um de seus irmãos possuíam dois documentos de CPF (Cadastro de Pessoa Física) e a polícia seguirá com as investigações para saber se há mais envolvidos no esquema.
Na igreja em que o pastor pregava, no Centro de São Bernardo, um fiel revelou ao Diário que Oliveira era o responsável por conduzir o encontro de empresários com dificuldades financeiras. Há a suspeita de que essas reuniões eram usadas para obter mais vítimas.
www.camacarifatosefotos.com.br
Pastor da Igreja Mundial do Poder de Deus há três anos, Valdeci Marques de Oliveira, 39 anos, foi preso ontem por policiais civis da DISE (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de São Bernardo acusado de estelionato, sonegação fiscal e formação de quadrilha.
Em dois meses de investigação, os policiais descobriram que Oliveira e seus irmãos caçulas Waldemir Marques de Oliveira, 29, e Pedro Marques de Oliveira, 28, organizaram um esquema para obter empréstimos bancários. A dívida acumulada pelo grupo soma mais de R$ 3 milhões.
A atuação era simples. O pastor comprava empresas que estavam à venda e as colocava em nome de laranjas. Desta maneira, ia aos bancos e obtinha empréstimos lucrativos de até R$ 500 mil. Sem condições de pagar depois, simplesmente fechava as firmas ou as abandonava. Mas, em algumas ocasiões, repartiu sua parte entre sócios desavisados, que acabaram ficando com os encargos dos empréstimos.
Uma das vítimas foi um amigo de um dos irmãos de Oliveira, que trabalhava em uma metalúrgica da cidade e foi demitido. Ganhou R$ 40 mil de rescisão e tinha o sonho de abrir o próprio negócio. Foi convencido pelo pastor a investir em uma churrascaria no Centro. E logo reparou nos problemas.
"Não tínhamos acesso ao caixa, ao balanço. Ele sempre estava com um advogado e um contador e um dia apareceu falando em colocar a empresa no nome de outra pessoa. Foi quando comecei a suspeitar que tinha algo errado", disse.
A polícia identificou 12 empresas que pertenciam ao pastor, espalhadas não só pela região, mas também nas zonas Sul e Leste da Capital.
Outra área de atuação eram os veículos. Sete carros importados, entre Tiguan, Passat Golf e Amarok, foram apreendidos. A investigação levantou pelo menos outros 40 automóveis revendidos por Oliveira, que comprava os carros a preço de tabela e depois, com as parcelas do financiamento vencidas, revendia-os por pelo menos 50% do valor.
Acusado tem antecedentes pelo mesmo crime
Valdeci Marques de Oliveira era morador do bairro Nova Petrópolis e já tinha antecedentes criminais por estelionato na polícia.
O pastor foi demitido por justa causa de uma emissora de televisão da Capital há cerca de quatro anos por usar o dinheiro pelo qual era responsável no seu departamento para fazer empréstimos a funcionários.
Oliveira e um de seus irmãos possuíam dois documentos de CPF (Cadastro de Pessoa Física) e a polícia seguirá com as investigações para saber se há mais envolvidos no esquema.
Na igreja em que o pastor pregava, no Centro de São Bernardo, um fiel revelou ao Diário que Oliveira era o responsável por conduzir o encontro de empresários com dificuldades financeiras. Há a suspeita de que essas reuniões eram usadas para obter mais vítimas.
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Anistia Internacional diz que escolha de Feliciano é 'inaceitável'
Em nota divulgada ontem (24), a Anistia Internacional afirma que a escolha do deputado Marco Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara é "inaceitável", por suas "posições claramente discriminatórias em relação à população negra, LGBT e mulheres".
Feliciano, eleito no início do mês para o cargo, é acusado por movimentos sociais de ser homofóbico e racista. Eles pedem a renúncia do parlamentar do comando da comissão. Feliciano nega as acusações e diz que apenas defende posições comuns aos evangélicos, como ser contra a união civil homossexual.
O texto prossegue afirmando que a Anistia Internacional espera que os parlamentares brasileiros "reconheçam o grave equívoco cometido" com a indicação de Feliciano e "tomem imediatamente as medidas necessárias à sua substituição".
A Anistia afirma ser essencial que integrantes da comissão "sejam pessoas comprometidas com os direitos humanos e possuam trajetórias públicas reconhecidas pelo compromisso com a luta contra discriminações e violações" e que "direitos fundamentais não devem ser objeto de barganha política ou sacrificados em acordos partidários".
Copyright Folha de S.Paulo
Nota pública sobre a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados
A Anistia Internacional vem a público expressar sua preocupação com a permanência do Deputado Marco Feliciano na Presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, mesmo após enorme mobilização de diferentes setores da sociedade brasileira, especialmente daqueles ligados às lutas pelos direitos de populações tradicionalmente vítimas de intolerância e violência, solicitando a sua substituição.
A Comissão de Direitos Humanos é uma instância fundamental para a efetivação das garantias de cidadania estabelecidas na Constituição. É essencial que seus integrantes sejam pessoas comprometidas com os direitos humanos e possuam trajetórias públicas reconhecidas pelo compromisso com a luta contra discriminações e violações que continuam a fazer parte do cotidiano da sociedade brasileira.
As posições claramente discriminatórias em relação à população negra, LGBT e mulheres, expressas em diferentes ocasiões pelo deputado Marco Feliciano, o tornam uma escolha inaceitável para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Proteção de Minorias. É grave que tenha sido alçado ao posto a despeito de intensa mobilização da sociedade em repúdio a seu nome.
A Anistia Internacional espera que os(as) parlamentares brasileiros(as) reconheçam o grave equívoco cometido com a indicação do Deputado Feliciano e tomem imediatamente as medidas necessárias à sua substituição. Direitos fundamentais não devem ser objeto de barganha política ou sacrificados em acordos partidários.
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Feliciano, eleito no início do mês para o cargo, é acusado por movimentos sociais de ser homofóbico e racista. Eles pedem a renúncia do parlamentar do comando da comissão. Feliciano nega as acusações e diz que apenas defende posições comuns aos evangélicos, como ser contra a união civil homossexual.
[Ailton de Freitas - 14.mar.13/Folhapress]
"É grave que tenha sido alçado ao posto a despeito de intensa mobilização da sociedade em repúdio a seu nome", diz a nota da Anistia.
O texto prossegue afirmando que a Anistia Internacional espera que os parlamentares brasileiros "reconheçam o grave equívoco cometido" com a indicação de Feliciano e "tomem imediatamente as medidas necessárias à sua substituição".
A Anistia afirma ser essencial que integrantes da comissão "sejam pessoas comprometidas com os direitos humanos e possuam trajetórias públicas reconhecidas pelo compromisso com a luta contra discriminações e violações" e que "direitos fundamentais não devem ser objeto de barganha política ou sacrificados em acordos partidários".
Copyright Folha de S.Paulo
Nota pública sobre a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados
A Anistia Internacional vem a público expressar sua preocupação com a permanência do Deputado Marco Feliciano na Presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, mesmo após enorme mobilização de diferentes setores da sociedade brasileira, especialmente daqueles ligados às lutas pelos direitos de populações tradicionalmente vítimas de intolerância e violência, solicitando a sua substituição.
A Comissão de Direitos Humanos é uma instância fundamental para a efetivação das garantias de cidadania estabelecidas na Constituição. É essencial que seus integrantes sejam pessoas comprometidas com os direitos humanos e possuam trajetórias públicas reconhecidas pelo compromisso com a luta contra discriminações e violações que continuam a fazer parte do cotidiano da sociedade brasileira.
As posições claramente discriminatórias em relação à população negra, LGBT e mulheres, expressas em diferentes ocasiões pelo deputado Marco Feliciano, o tornam uma escolha inaceitável para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Proteção de Minorias. É grave que tenha sido alçado ao posto a despeito de intensa mobilização da sociedade em repúdio a seu nome.
A Anistia Internacional espera que os(as) parlamentares brasileiros(as) reconheçam o grave equívoco cometido com a indicação do Deputado Feliciano e tomem imediatamente as medidas necessárias à sua substituição. Direitos fundamentais não devem ser objeto de barganha política ou sacrificados em acordos partidários.
Anistia Internacional Brasil
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Marco Feliciano: A sonegação
Documentos obtidos por ISTOÉ mostram que o polêmico presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara escondeu da Justiça Eleitoral ser dono de empresas, entre elas um consórcio de imóveis que ele próprio induzia fiéis a comprar em seu programa gospel.
Claudio Dantas Sequeira e Izabelle Torres
"Realize, em nome de Jesus, o sonho da casa própria. Com apenas R$ 300 por mês você adquire um consórcio que dará uma carta de crédito de R$ 30 mil.” Era com essa frase que o deputado-pastor Marco Feliciano (PSC-SP) encerrava, até bem pouco tempo atrás, seu programa de pregações na tevê. Na tela, o sermão teatral era substituído pelo apelo comercial, enquanto números de telefones em seis capitais, inclusive Brasília, surgiam no canto da tevê com o logotipo da empresa GMF Consórcios. Quando foi questionado por estar se utilizando da fé alheia para acumular lucros, Feliciano saiu com a desculpa de que fazia apenas a propaganda de um patrocinador de seu programa televisivo. Agora se sabe que ele não falou a verdade. A GMF pertence ao próprio pastor. Foi criada em 2007 com mais três pastores. A atividade econômica era “comércio de programas de computador e serviços de internet”, mas mudou para “administração e representação comercial de consórcios de bens e direitos”. No contrato social, obtido por ISTOÉ, os sócios foram substituídos por Edileusa Feliciano, sua mulher.
Poderia ser uma questão meramente ética ou ideológica. Uma discussão sobre a mercantilização da fé, de um pastor que se notabiliza por arrancar senhas de cartões de crédito e somas em dinheiro de milhares de fiéis. Afinal, o que esperar de um líder religioso que prega a intolerância sexual e o preconceito racial? Nada disso o impediu de assumir, após uma costura partidária atrapalhada, a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.
Trata-se da maior aberração política dos tempos recentes. E Feliciano ainda cometeu desvios graves de conduta, incompatíveis com o exercício do mandato parlamentar. Na declaração de bens que apresentou à Justiça Eleitoral em 2010, por exemplo, ele omitiu ser proprietário da GMF Consórcios. Outra empresa também ficou fora da declaração de renda de Feliciano: a Cinese – Centro de Inteligência Espiritual, um curso preparatório para concursos cujas atividades foram encerradas no fim de 2009 e deveriam constar na declaração de Imposto de Renda do ano seguinte. Entre os R$ 634,8 mil em bens declarados oficialmente pelo pastor-deputado constam apenas as empresas Kakeka Comércio de Brinquedos e Vestuário, Marco Feliciano Empreendimentos Culturais e Eventos, e Tempo de Avivamento Empreendimentos, além de cinco veículos e oito imóveis. Informações registradas em base de dados de crédito, porém, indicam ao menos outros seis endereços em seu nome. Os imóveis ficam localizados nas cidades paulistas de Orlândia, Ribeirão Preto e São Paulo.
Os negócios tocados por Marco Feliciano e sua mulher, Edileusa, obedecem a um “modus operandi”. Primeiro, as empresas são criadas em nome de pastores que trabalham para a dupla. Em seguida, eles repassam suas cotas para Feliciano. Alguns desses ex-sócios hoje têm seus salários pagos com verba da Câmara. É o caso do pastor André Luis de Oliveira, que recebe até R$ 7 mil do gabinete de Feliciano, mas nem sequer bate ponto lá. Oliveira, na verdade, comanda o templo da Assembleia de Deus Catedral do Avivamento em São Joaquim da Barra (SP). O pastor foi um dos fundadores da GMF Consórcios, ao lado de Joelson Heber Tenório, outro assessor fantasma cujos vencimentos somam R$ 6 mil. Tenório dirige a filial da igreja de Feliciano em Ribeirão Preto. O mesmo acontece com Rafael Octavio, pastor da igreja em Franca, funcionário do gabinete com salário de até R$ 7 mil e ex-sócio na Grata Music, empresa registrada em nome da mulher de Feliciano. Além de agraciar com dinheiro público pastores amigos, eles ainda eram sócios de Feliciano quando este já era deputado, o que pode complicar ainda mais a sua situação.
Na semana passada, o presidente da Comissão de Direitos Humanos esteve sob fogo cruzado. Foi divulgado também que Feliciano usou a verba de gabinete para pagar advogados de suas empresas. Rafael Novaes defende a empresa Marco Feliciano Empreendimentos Culturais na ação em que é acusada de não cumprir contratos e embolsar o dinheiro de um evento ao qual o pastor não compareceu. O advogado Matheus Bauer também está na folha de pagamento da Câmara, apesar de não trabalhar no gabinete e compor a equipe do escritório Favaro e Oliveira. O escritório recebeu mais de R$ 30 mil da verba indenizatória.
As suspeitas de sonegação de informações sobre patrimônio e de desvios de recursos públicos podem transformar Feliciano em réu na Comissão de Ética da Câmara. Dependerá da disposição de seus colegas de Parlamento, que até agora fizeram vista grossa aos protestos contra a permanência do pastor na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Mas, diante das novas denúncias, já há uma movimentação nos bastidores da Casa para não só apeá-lo do cargo como questioná-lo por quebra de decoro na Comissão de Ética. Com posições que agridem garantias e direitos assegurados pela Constituição, Feliciano passou a última semana se defendendo das críticas de organizações civis. O PSC chegou a se reunir para discutir a indicação de outro nome para a comissão, mas no fim optou pelo enfrentamento. A bancada preferiu culpar as legendas que preteriram a comissão, num recado direto ao PT, que por uma década dominou o colegiado.
Ao assumir os trabalhos da comissão na quarta-feira 13, Feliciano retirou da pauta todos os temas considerados relevantes, como a discussão sobre união estável entre pessoas do mesmo sexo. Em mais um capítulo da batalha, 11 parlamentares recorreram ao Supremo Tribunal Federal para tentar inviabilizar a gestão de Feliciano. “Apelamos para o Judiciário para impedir que a comissão se transforme em um centro fundamentalista e retrógrado”, afirma Domingos Dutra (PT-MA), antecessor do pastor no cargo.
ISTOÉ Independente
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