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É possível pedir reembolso na Justiça de ofertas e dízimos!!??


Posso processar a igreja para receber de volta o que dei de dízimo e oferta?


As denominações neopentecostais com ênfase na teologia da prosperidade (e tantas outras que disfarçam não agir assim) vem, ano após ano, causando polêmicas e indignação em fiéis que, depois de muito contribuir, se frustram com a falta de concretização das promessas de enriquecimento feitas dos púlpitos.

O doutor Ademar Volanski afirmou durante o programa Advogado ao Vivo, publicado em seu canal no YouTube, que é possível cobrar na Justiça os valores ofertados ou entregues em forma de dízimos em casos de conquistas não alcançadas.

A afirmação foi feita em resposta a uma pergunta enviada por uma fiel da Igreja Universal do Reino de Deus, que alegou ter dado à denominação cerca de R$ 190 mil ao longo do tempo em que frequentou a igreja liderada por Edir Macedo.

Segundo Volanski, já existem precedentes na justiça brasileira, que decidiu a favor de fiéis que buscaram reaver os valores ofertados por não terem ficado ricos como a mensagem de prosperidade sugeria.

O advogado, no entanto, frisou que há uma séria dificuldade em provar que os valores reclamados foram realmente entregues às denominações, mas que é possível conseguir o reembolso.

Assista:




Envie sua dúvida para o email: pergunte@volanski.adv.br

Site: advogadoaovivo.adv.br

Agende uma consulta ao vivo e online com o Dr. Ademar via skype ou hangout privado.


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Ajudar pobres é ‘desvio’ de recurso da igreja, diz site de R.R. Soares

Pesquisa no Google mostra texto que o site deletou


Paulo Roberto Lopes, no blog Paulopes

Na seção “Missionário Responde”, o site de R.R. Soares afirmou que a igreja não deve ajudar os pobres, porque significaria desvio dos recursos da evangelização. Para a Igreja Internacional da Graça de Deus, é o governo que tem de recorrer os necessitados, porque arrecada imposto para isso.

Esse esclarecimento sumiu do site (ele estava na página www.ongrace.com/NP/rr/lerResposta.php?id=3355), mas até a manhã de hoje (26) aparecia na busca do Google, nos seguintes termos: “O que não concordamos é em desviar os recursos humanos e financeiros destinados à evangelização e à proclamação da Palavra, para atender aos necessitados do mundo. Primeiro que o governo arrecada impostos justamente para fazer isso (e ele não vai pregar o Evangelho para ajudar a igreja)”.

Que as igrejas neopentecostais não ajudam os pobres — elas os exploram — é público e notório, mas até agora nenhuma delas tinha admitido isso com tanta franqueza, ao menos por alguns instantes.

A afirmação de que a ajuda aos pobres cabe ao governo mostra como os pastores dessas igrejas se livram de algum eventual sentimento de culpa pela sua omissão.

As igrejas desfrutam de isenção de impostos justamente porque se pressupõe que prestam um serviço de assistência espiritual e material aos pobres, de acordo com os princípios cristãos.
Mas essa isenção — como também se sabe — tem servido tão somente para o enriquecimento desses pastores e a construção de imponentes templos.

O mesmo site que tinha informado que ajudar os necessitados é desvio de finalidade do dinheiro arrecadado dos fiéis traz a notícia de que a prefeitura de São Paulo autorizou a construção da sede da igreja, que vai custar milhões.


Igreja terá sede imponente 



A Igreja da Graça não "desvia" dinheiro para os pobres, mas vai construir uma imponente sede em São Paulo



Após denúncias de fraude milionária em dízimos, toda a liderança da Igreja Maranata é investigada por crimes federais

Após as denúncias de desvios milionários de dízimos da Igreja Maranata toda a cúpula da denominação, incluindo seu presidente, Gedelti Gueiros, estão sendo investigados pelo Ministério Público Federal por uma série se crimes, incluindo estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e crime contra a ordem tributária.

Entre as irregularidades investigadas pelo MPF estão compra de equipamentos de videoconferência de forma irregular, em outros países, e o envio de remessas de dólares para o exterior. As denúncias envolvendo compra irregular de dólares aparecem até mesmo na investigação feita pela própria Maranata no final do ano passado. Já os equipamentos de videoconferência, que compõe um sistema que interliga os templos no Brasil e no exterior, teriam sido comprados nos Estados Unidos e no Paraguai e trazidos para o Espírito Santo de forma irregular, na mala dos fiéis.

De acordo com os depoimentos, os pastores da igreja alegam que o dinheiro, que era levado para fora do país na mala dos fiéis, serviria para ajudar os “irmãos no exterior”.

De acordo com o Gazeta Online, o autônomo Julio Cesar Viana foi flagrado transportando rádios e projetores estrangeiros sem nota fiscal, dentro de uma mala. Viana, cujo nome aparece na descrição de vários documentos de caixa da Maranata, chegou a ser denunciado, mas apenas pelo transporte dos equipamentos.

A Igreja se declarou tranquila sobre o caso e publicou uma nota na qual afirma que se antecipou e já procurou tanto a Receita Federal quanto a Receita Estadual solicitando que apurassem as possíveis irregularidades na compra dos equipamentos de videoconferência. Sobre as denúncias de envio de dólares para o exterior na mala de fiéis, o texto da nota afirma que desconhecem o assunto. A nota diz que “não há registro oficial na Igreja Cristã Maranata de envio de recursos financeiros para o exterior”.

Gospel+