Anistia Internacional diz que escolha de Feliciano é 'inaceitável'

Em nota divulgada ontem (24), a Anistia Internacional afirma que a escolha do deputado Marco Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara é "inaceitável", por suas "posições claramente discriminatórias em relação à população negra, LGBT e mulheres".

Feliciano, eleito no início do mês para o cargo, é acusado por movimentos sociais de ser homofóbico e racista. Eles pedem a renúncia do parlamentar do comando da comissão. Feliciano nega as acusações e diz que apenas defende posições comuns aos evangélicos, como ser contra a união civil homossexual.

[Ailton de Freitas - 14.mar.13/Folhapress]

"É grave que tenha sido alçado ao posto a despeito de intensa mobilização da sociedade em repúdio a seu nome", diz a nota da Anistia.

O texto prossegue afirmando que a Anistia Internacional espera que os parlamentares brasileiros "reconheçam o grave equívoco cometido" com a indicação de Feliciano e "tomem imediatamente as medidas necessárias à sua substituição".

A Anistia afirma ser essencial que integrantes da comissão "sejam pessoas comprometidas com os direitos humanos e possuam trajetórias públicas reconhecidas pelo compromisso com a luta contra discriminações e violações" e que "direitos fundamentais não devem ser objeto de barganha política ou sacrificados em acordos partidários".

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Nota pública sobre a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados

A Anistia Internacional vem a público expressar sua preocupação com a permanência do Deputado Marco Feliciano na Presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, mesmo após enorme mobilização de diferentes setores da sociedade brasileira, especialmente daqueles ligados às lutas pelos direitos de populações tradicionalmente vítimas de intolerância e violência, solicitando a sua substituição.

A Comissão de Direitos Humanos é uma instância fundamental para a efetivação das garantias de cidadania estabelecidas na Constituição. É essencial que seus integrantes sejam pessoas comprometidas com os direitos humanos e possuam trajetórias públicas reconhecidas pelo compromisso com a luta contra discriminações e violações que continuam a fazer parte do cotidiano da sociedade brasileira.

As posições claramente discriminatórias em relação à população negra, LGBT e mulheres, expressas em diferentes ocasiões pelo deputado Marco Feliciano, o tornam uma escolha inaceitável para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Proteção de Minorias. É grave que tenha sido alçado ao posto a despeito de intensa mobilização da sociedade em repúdio a seu nome.

A Anistia Internacional espera que os(as) parlamentares brasileiros(as) reconheçam o grave equívoco cometido com a indicação do Deputado Feliciano e tomem imediatamente as medidas necessárias à sua substituição. Direitos fundamentais não devem ser objeto de barganha política ou sacrificados em acordos partidários.

Anistia Internacional Brasil

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Marco Feliciano: A sonegação



Documentos obtidos por ISTOÉ mostram que o polêmico presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara escondeu da Justiça Eleitoral ser dono de empresas, entre elas um consórcio de imóveis que ele próprio induzia fiéis a comprar em seu programa gospel.
Claudio Dantas Sequeira e Izabelle Torres

"Realize, em nome de Jesus, o sonho da casa própria. Com apenas R$ 300 por mês você adquire um consórcio que dará uma carta de crédito de R$ 30 mil.” Era com essa frase que o deputado-pastor Marco Feliciano (PSC-SP) encerrava, até bem pouco tempo atrás, seu programa de pregações na tevê. Na tela, o sermão teatral era substituído pelo apelo comercial, enquanto números de telefones em seis capitais, inclusive Brasília, surgiam no canto da tevê com o logotipo da empresa GMF Consórcios. Quando foi questionado por estar se utilizando da fé alheia para acumular lucros, Feliciano saiu com a desculpa de que fazia apenas a propaganda de um patrocinador de seu programa televisivo. Agora se sabe que ele não falou a verdade. A GMF pertence ao próprio pastor. Foi criada em 2007 com mais três pastores. A atividade econômica era “comércio de programas de computador e serviços de internet”, mas mudou para “administração e representação comercial de consórcios de bens e direitos”. No contrato social, obtido por ISTOÉ, os sócios foram substituídos por Edileusa Feliciano, sua mulher.

Poderia ser uma questão meramente ética ou ideológica. Uma discussão sobre a mercantilização da fé, de um pastor que se notabiliza por arrancar senhas de cartões de crédito e somas em dinheiro de milhares de fiéis. Afinal, o que esperar de um líder religioso que prega a intolerância sexual e o preconceito racial? Nada disso o impediu de assumir, após uma costura partidária atrapalhada, a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.

Trata-se da maior aberração política dos tempos recentes. E Feliciano ainda cometeu desvios graves de conduta, incompatíveis com o exercício do mandato parlamentar. Na declaração de bens que apresentou à Justiça Eleitoral em 2010, por exemplo, ele omitiu ser proprietário da GMF Consórcios. Outra empresa também ficou fora da declaração de renda de Feliciano: a Cinese – Centro de Inteligência Espiritual, um curso preparatório para concursos cujas atividades foram encerradas no fim de 2009 e deveriam constar na declaração de Imposto de Renda do ano seguinte. Entre os R$ 634,8 mil em bens declarados oficialmente pelo pastor-deputado constam apenas as empresas Kakeka Comércio de Brinquedos e Vestuário, Marco Feliciano Empreendimentos Culturais e Eventos, e Tempo de Avivamento Empreendimentos, além de cinco veículos e oito imóveis. Informações registradas em base de dados de crédito, porém, indicam ao menos outros seis endereços em seu nome. Os imóveis ficam localizados nas cidades paulistas de Orlândia, Ribeirão Preto e São Paulo.

Os negócios tocados por Marco Feliciano e sua mulher, Edileusa, obedecem a um “modus operandi”. Primeiro, as empresas são criadas em nome de pastores que trabalham para a dupla. Em seguida, eles repassam suas cotas para Feliciano. Alguns desses ex-sócios hoje têm seus salários pagos com verba da Câmara. É o caso do pastor André Luis de Oliveira, que recebe até R$ 7 mil do gabinete de Feliciano, mas nem sequer bate ponto lá. Oliveira, na verdade, comanda o templo da Assembleia de Deus Catedral do Avivamento em São Joaquim da Barra (SP). O pastor foi um dos fundadores da GMF Consórcios, ao lado de Joelson Heber Tenório, outro assessor fantasma cujos vencimentos somam R$ 6 mil. Tenório dirige a filial da igreja de Feliciano em Ribeirão Preto. O mesmo acontece com Rafael Octavio, pastor da igreja em Franca, funcionário do gabinete com salário de até R$ 7 mil e ex-sócio na Grata Music, empresa registrada em nome da mulher de Feliciano. Além de agraciar com dinheiro público pastores amigos, eles ainda eram sócios de Feliciano quando este já era deputado, o que pode complicar ainda mais a sua situação.

Na semana passada, o presidente da Comissão de Direitos Humanos esteve sob fogo cruzado. Foi divulgado também que Feliciano usou a verba de gabinete para pagar advogados de suas empresas. Rafael Novaes defende a empresa Marco Feliciano Empreendimentos Culturais na ação em que é acusada de não cumprir contratos e embolsar o dinheiro de um evento ao qual o pastor não compareceu. O advogado Matheus Bauer também está na folha de pagamento da Câmara, apesar de não trabalhar no gabinete e compor a equipe do escritório Favaro e Oliveira. O escritório recebeu mais de R$ 30 mil da verba indenizatória.

As suspeitas de sonegação de informações sobre patrimônio e de desvios de recursos públicos podem transformar Feliciano em réu na Comissão de Ética da Câmara. Dependerá da disposição de seus colegas de Parlamento, que até agora fizeram vista grossa aos protestos contra a permanência do pastor na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Mas, diante das novas denúncias, já há uma movimentação nos bastidores da Casa para não só apeá-lo do cargo como questioná-lo por quebra de decoro na Comissão de Ética. Com posições que agridem garantias e direitos assegurados pela Constituição, Feliciano passou a última semana se defendendo das críticas de organizações civis. O PSC chegou a se reunir para discutir a indicação de outro nome para a comissão, mas no fim optou pelo enfrentamento. A bancada preferiu culpar as legendas que preteriram a comissão, num recado direto ao PT, que por uma década dominou o colegiado.

Ao assumir os trabalhos da comissão na quarta-feira 13, Feliciano retirou da pauta todos os temas considerados relevantes, como a discussão sobre união estável entre pessoas do mesmo sexo. Em mais um capítulo da batalha, 11 parlamentares recorreram ao Supremo Tribunal Federal para tentar inviabilizar a gestão de Feliciano. “Apelamos para o Judiciário para impedir que a comissão se transforme em um centro fundamentalista e retrógrado”, afirma Domingos Dutra (PT-MA), antecessor do pastor no cargo.

ISTOÉ Independente

Pastor e esposa são suspeitos de abusar de seis crianças em PE

Segundo investigações, crimes aconteciam desde janeiro de 2012.

Suspeitos podem pegar mais de 30 anos de prisão.



Do G1 PE


Um pastor evangélico de 30 anos e sua esposa, de 26, são suspeitos de abusar sexualmente de seis menores com idades entre 12 e 17 anos, no bairro de Várzea Fria, na cidade de São Lourenço da Mata, Região Metropolitana do Recife. As denúncias foram realizadas pelos pais das crianças no mês de novembro, na Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA), no Recife. De acordo com o delegado da GPCA responsável pelo caso, Geraldo Costa, o pastor cometia crimes de estupro de janeiro de 2012 a junho, mas um dos jovens, hoje com 16 anos, afirma ter sofrido abuso quando tinha 10.
O suspeito confessa um dos crimes, um ato sexual com uma adolescente de 13 anos, mas afirma ter sido consensual. "O fato de ter sido com o consentimento dela, ou não, não exclui o fato de que é um crime por ser com uma menor de idade", explica Geraldo Costa. Ainda segundo o delegado, o pastor era muito respeitado na comunidade. "As crianças eram ameaçadas por ele, que dizia que ninguém ia acreditar nelas porque ele era pastor", diz o delegado. Além disso, o casal também oferecia presentes para que elas mantivessem segredo dos abusos.
O delegado conta que, de acordo com o depoimento do pastor, tudo começou porque a esposa o teria traído. "Para se vingar, ele teria mantido relação sexual com o jovem que teria ficado com a esposa do pastor. A palavra dele é que ele queria desmoralizar o rapaz", conta o delegado.
Os boatos sobre o crime começaram porque uma das crianças abusadas contou aos pais, até que um total seis denúncias chegaram à delegacia durante as investigações. De acordo com a polícia, as seis crianças eram quatro meninas e dois meninos.
O suspeito é pastor da Assembleia de Deus Ministério e Missões, igreja fundada por ele mesmo na cidade há cerca de dois anos. Ainda de acordo com Geraldo Costa, o pastor teve um desentendimento na Assembleia de Deus e fundou a própria congregação. Todas as famílias das crianças eram fiéis frequentadores da igreja do pastor.

De acordo com a GPCA, a mulher do pastor era cúmplice do crime porque segurava e amarrava as crianças enquanto o marido praticava o ato sexual e também praticava ela mesma abuso sexual com as crianças do sexo masculino. O pastor e a esposa já prestaram depoimento e serão indiciados por estupro com violência e estupro de vulnerável, podendo pegar mais de 30 anos de prisão cada um. O inquérito foi instaurado na GPCA do Menor Vítima e encaminhado à Justiça nesta quinta (3), para procedimentos cabíveis. Os suspeitos aguardam decisão da Justiça em liberdade. "A prisão deles não foi solicitada durante o inquérito porque, com a chegada dos laudos, eles colaboraram com as investigações e não estavam apresentando ameaça às vítimas", explica Geraldo Costa.


2013, não calar, apregoar a Cristo, combater as religiões

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Milhares de milhares desta humanidade, estão cativos nas religiões, cativos de homens religiosos egocêntricos e detentores da obstinação em usurpar da fé alheia como forma de enriquecimento, poder, status...

Contrários as religiões, muitos crentes verdadeiros têm recebido dia após dia, pela unção do Espírito Santo, entendimento que opõe resistência ao sistema religioso, em especial, o sistema que corrompe mentes e fazem presas pela crendice e meninice no legalismo e fundamentalismo exacerbado, o sistema predatório da religião evangélica, oriunda de antepassados protestantes e da religião católica;

A religião evangélica proliferou nos últimos quarenta ou cinquenta anos, como erva daninha, como joio, abrindo galpões religiosos, verdadeiras sinagogas de satanás [Apocalipse 2.9; 3.9], iludindo multidões de gananciosos por uma vida regalada a farturas, riquezas, são discípulos de Mamom, recusando (como se pudessem) doenças, querendo ser servidos por Deus, menosprezando o Amor puro de Cristo por nós pecadores.

2013
Sem dúvidas, será o ano aceitável do SENHOR, sejamos arautos do Deus vivo, aniquilando os discípulos de Mamom, profetizando pela Palavra de Deus, através das Sagradas Escrituras:

“A apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes;” [Isaías 61]

E outra vez, diz:

“A pregar liberdade aos cativos, e restauração da vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor.” [Lucas 4]

O verdadeiro crente, é instrumento do Espírito Santo, tendo plena convicção em Cristo em defender a Verdade pela fé, sendo usado no combate aos que usurpam da Palavra de Deus [contida na Bíblia];

O verdadeiro crente, contradiz a tudo que se colocar como obstáculo a santificação e paz, afinal, retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, é poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes da Palavra de Deus [Tito 1];

O verdadeiro crente deve se apegar à mensagem tal como lhe foi ensinada pelo Espírito Santo, pois ela é de confiança; assim poderá não só encorajar os outros pelo verdadeiro ensino, como também convencer aqueles que se opõem a esse ensino do Santo Espírito de Deus.

O mundo das religiões está enfestado de heresias, vivem pela apostasia; as chamadas “igrejas” são comandadas e chefiadas por lobos travestidos de cordeiros [pastor, bispo, missionário, padre, blá, blá, blá]; entretanto; infelizmente, há uma maioria disfarçada de cristãos comprometida em financiar estes redutos religiosos, são financiadores dos lugares apelidados de “igrejas” que, por satanás, aludem em engano proposital, como sendo obra de Deus.

Lugares apelidados de “igrejas”
1 igreja instituição, igreja física
2 instituições religiosas com placas de “igrejas”
3 denominações ou congregações ou comunidades evangélicas
4 igrejas evangélicas, católica
5 sistema religioso, cristianismo, religiões

Retenhamos, pois, a verdade que liberta, não importa estar dentro de uma “igreja”, afinal, não fazem falta nenhuma as “igrejas” (em especial as evangélicas).

2013 
O que importa é perseverarmos em Cristo, como Paulo inspirado por Deus, assim asseverou:

“Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” [Judas].


Porque dEle e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a Deus eternamente;
Nos interesses da Igreja que Cristo edificou. Amém.

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Após cinco anos e batalhas nos Tribunais, processo movido pela Igreja Universal contra a Folha de S. Paulo é julgado improcedente

Um processo movido pela Igreja Universal do Reino de Deus contra o jornal Folha de S. Paulo foi julgado improcedente e teve a sentença confirmada na última quarta-feira, 14/11, pela 8ª Câmara Cível de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo. A ação da Universal contra o jornal e o jornalista Fernando de Barros e Silva pedia uma indenização por danos devido ao artigo “Fé do Bilhão”, publicado pela Folha em 17 de dezembro de 2007, pois a denominação considerava que o texto possuía “cunho tendencioso”, segundo informações da própria Folha.

Em sua defesa, o jornal alegou que a matéria representava o “exercício da liberdade de expressão do pensamento”. O relator do processo, Caetano Lagastra, considerou que jornal e jornalista não cometeram abusos.

O artigo do jornalista Barros e Silva comentava uma reportagem, publicada também pela Folha e assinada pela jornalista Elvira Lobato e intitulada “Universal chega aos 30 anos com império empresarial”.

Essa reportagem se tornou alvo de ações movidas em todo o Brasil por fiéis da Universal contra a Folha e a jornalista, sendo que maioria dos processos foi ajuizada em comarcas localizadas em lugares distantes, levando advogados e jornalistas a se deslocarem país afora através de avião, ônibus, táxi e barco para comparecerem às audiências. Como os documentos utilizados nas ações continham as mesmas frases, a estratégia foi vista pelo juiz Edinaldo Muniz dos Santos como uma forma de “assédio judicial”, por tentar intimidar a parte requerida.

O imbróglio gerou ainda outro processo, dessa vez devido ao editorial “Intimidação e má-fé”, publicado pela Folha em 2008, com o relato da batalha judicial entre as partes. “Espero que o julgamento represente o encerramento do embate judicial que durou quase cinco anos envolvendo a Igreja Universal e a Folha”, afirmou a advogada do jornal, Taís Gasparian, que acredita que “nesse período a igreja entrou com três ações, e seus fiéis, com mais de 110, em uma iniciativa que tinha por propósito inibir a publicação de textos jornalísticos. Apesar das dificuldades, acredito que a imprensa tenha saído vencedora, já que nenhuma das ações foi julgada procedente”.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Polícia da Rússia encontra bordel dentro de uma igreja

A polícia da capital russa encontrou nesta semana um bordel funcionando nas instalações do Monastério Sretensky, um dos mais antigos de Moscou. Em mais um escândalo envolvendo a Igreja Ortodoxa, os serviços do chamado “hotel dos amantes” estavam sendo oferecidos a 1750 rublos (aproximadamente 115 reais) a hora. Duas mulheres - uma da Ucrânia e outra do Tajiquistão - foram presas por suspeita de prostituição.
Por telefone, uma funcionária da igreja informou que "tudo não passou de um mal-entendido". Segunda ela, o mosteiro havia alugado algumas instalações temporariamente, “mas agora não há absolutamente nenhuma conexão entre o bordel e o templo".No entanto, segundo o popular website Life News, que tem laços estreitos com a polícia e os serviços de segurança, o prédio onde o bordel foi encontrado pertence ao monastério. No site da sede da polícia de Moscou, consta apenas que duas prostitutas foram presas por falta administrativa. A polícia pode abrir um inquérito nos termos do artigo "Organização da prostituição".
A atividade na Rússia é ilegal, mas não é um crime grave. A pena máxima para uma prostituta é uma multa de até dois mil rublos. No entanto, qualquer forma de proxenetismo é punível com pena de prisão. O abade do monastério, padre Tikhon, tido por muitos como o conselheiro espiritual do presidente Vladimir Putin, criticou a imprensa pela polêmica. "A tempestade criada pela mídia é apenas um exemplo de como as pessoas estão dispostas a divulgar qualquer calúnia e fazer piadas vulgares, tudo para atacar a Igreja", disse o abade.
Fundado em 1395, o mosteiro foi construído no local onde moscovitas supostamente encontraram um ícone da Virgem Maria trazido da cidade de Vladimir para proteger Moscou contra a invasão do exército de Timur, o Coxo, um dos grandes conquistadores nômades da Ásia Central.

Uma igreja e muitas polêmicas

Este foi mais um ano de polêmicas envolvendo a igreja ortodoxa russa. Em abril, uma foto do líder máximo da igreja, Kirill I, foi alvo de muitas críticas e ironias na blogosfera. O sacerdote foi fotografado usando um relógio de ouro avaliado em mais de 60 mil reais. Antes da publicação da imagem, o acessório foi apagado de seu pulso. No entanto, por um descuido, esqueceram de eliminar o reflexo do objeto sobre a mesa onde estava sentado o patriarca. A igreja ortodoxa emitiu um pedido oficial de desculpas.
Em junho, a Associação de Direitos dos Consumidores da Rússia recebeu uma reclamação de que a Catedral Cristo Salvador, em Moscou, estaria violando inúmeras leis relacionadas a atividades comerciais. Depois de uma inspeção, especialistas determinaram que no território da catedral havia várias empresas operando sem o cumprimento da legislação. Quiosques com joias, utensílios de cozinha, artigos de vestuário, lojas de pneus, estacionamento e até mesmo um centro de negócios com salas para alugar – tudo sem as informações básicas necessárias para o consumidor. A Catedral Cristo Salvador é a igreja onde as integrantes do grupo Pussy Riot cantaram em março deste ano uma oração pedindo que a Virgem Maria tirasse Vladimir Putin do poder.
A aproximação entre a Igreja Ortodoxa Russa e o Kremlin, que está sendo levada a cabo por Putin na última década, tem gerado preocupação entre alguns grupos de direitos humanos e da oposição russa, que temem que a utilização da religião pelo Kremlin faça parte da estratégia do governo para enfraquecer os dissidentes. O respeito às minorias também é outra preocupação. Em um país onde pelo menos 6,5% das pessoas se declaram muçulmanas, a crescente importância política da Igreja Ortodoxa gera apreensão. Recentemente, Putin declarou ser a favor da proibição do véu nas escolas do país.
Em uma pesquisa de 2011 do Centro Levada, o número de pessoas que se auto-identificam como ortodoxas russas experimenta um aumento constante - de 31% em 1991, para 50% em 2001 e quase 70% em 2011.

180Graus